quarta-feira, janeiro 26, 2005

Nadar é Preciso

Vivemos em uma era de revolução, onde tudo caminha para encurtar distâncias. Cada dia que passa temos carros, trens, e aviões que são capazes de levar pessoas de um lugar a outro em tempos cada vez menores. Parece que o mundo inteiro tem um único objetivo, o de juntar-se, de unir-se, de acabar com as barreiras, de eliminar fronteiras, de globalizar-se!
Em meio a esta corrida estão os telefones, os rádios, os televisores, a internet! Que não levam pessoas, mas sim idéias, pensamentos, vozes, imagens, e nos últimos anos já são capazes de levar até cheiros para qualquer lugar do universo, em frações de segundo.
Na sede pela união, surgem as salas de bate-papo, os programas de mensagens instantânes e, por último, as redes de relacionamento. Todos com o mesmo propósito dos aviões: unir, aproximar, acabar com fronteiras. Entretanto, parece que tal sede esta nos matando afogado, pois as barreiras são tão poucas, as distâncias são tão pequenas, o sentimento de estar prõximo é tão grande, que acabamos estando cada vez mais distantes.
Assim como franceses e ingleses são vizinhos, que moram a 20 minutos um do outro, cariocas e paulistas, coritibanos e salvadorenhos, turcos e australianos são amigos, se encontram todos os dias, se falam sempre, sabem tudo da vida do outro, mesmo sem nunca terem se visto pessoalmente, se tocado, se abraçado, se beijado... Cada dia que passa as pessoas estão mais próximas daquele que esta distante, e acabam ficando mais distantes daquele que esta próximo.
Temos que rever nossos conceitos, repensar nossos rumos, temos que aprender a nadar para não morrer de sede.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

Acho que nunca teria a coragem de ou a capacidade mesmo de expressar meus sentimentos como você...mas é engraçado perceber que ao ler as mensagens da p entender um pouco as conversas que tivemos mesmo q eu nem existisse qdo varias das coisas que vc escreveu aconteceram. Fico muito feliz que você esteja se "reencontrando" consigo mesmo e posso te garantir que vale a pena viver assim...mil beijos.

20 de abril de 2006 às 18:19  

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