domingo, novembro 27, 2005

O que a lua me trouxe

Me sinto obrigado a tolir minhas vontade e meus desejos a todo instante, agindo contra todos os meus princípios, e sendo levado a tomar atitudes que jamais tomaria, provocando situações que sou completamente contra. Tudo isso por causa de um sentimento incontrolável que toma conta do meu corpo e me deixa completamente estonteado, trêmulo, indeciso e incapaz.
Ajo como se fosse uma criança, tomando atitudes incosequentes, tentando ferir quem eu mais quero proteger, tentando machucar quem eu jamais machucaria, e tudo isso por causa de um sentimento de impotência, e de falta de capacidade que me destroi e me consome.
A mistura de todos esses sentimentos faz surgir um sentimento de vingança, insólido e desnecessário que tenta endurecer meu coração a marretadas, me fazendo sofrer não só pelo sentimento de incapacidade já existente mas também pelo sentimento de culpa por agir contra os meus princípios, e por tomar atitudes agressivas que podem causar danos irreparáveis.
Ao final de toda essa mistura sentimental, me volto a dentro de mim, tentando buscar qual deles é o sentimento que deve ser sentido, que deve ser preservado. A vingança me traz um sentimento de potencia e de felicidade, me deixando forte para enfrentar as mais diversas adversidades sem estremecer. Já a paixão me faz sentir incapaz, inpotente e triste por não ser correspondido. Alguns poderiam dizer que gosto de sofrer, mas acredito que o único realmente verdadeiro, é o que toma conta de meu corpo me deixando completamente estonteado, pois apesar de me fazer sentir impotente e de me esmagar como um rolo compressor, é o que está sempre presente, é o que teima em reaparecer, é o que parece ser verdadeiro, e é o que considero como sendo o mais puro, o mais nobre e o melhor de todos os sentimentos.
Pode ser que ele me faça triste, pode ser que ele me faça sofrer, mas ele garante a molesa do meu coração, garante a forma transparente de levar a vida, garante que a sinceridade estará sempre acima de tudo, não deixando mágoas ou danos; deixando apenas felicidade, apesar da tristeza.

terça-feira, novembro 15, 2005

O encontro

Por que tudo tem que ser mais importante?
Por que todas as coisas tem mais valor?
Por que estou sempre esperando mais?
Até quando vale a pena lutar?

Por que não escolho outro caminho?
Por que não tento de outra maneira?
Por que continuo insistindo onde não devo?
Será que vale a pena lutar?

Por que preciso de tanta coisa?
Por que tudo isso me faz falta?
Por que as pessoas são tão independentes?
Será que é por isso que devo lutar?

Onde estará a felicidade?
Onde estará a harmonia?
Até quando estarei lutando?
Quando consiguirei me encontrar?